Saque do PIS/PASEP: quem tem direito e como sacar o benefício hoje

Saque do PIS/PASEP: quem tem direito e como sacar o benefício hoje

Imagine descobrir que existe um valor extra disponível para você, esperando apenas para ser sacado. Para milhões de trabalhadores brasileiros, essa não é apenas uma possibilidade, mas uma realidade anual garantida por lei, através do saque do PIS/PASEP

O abono salarial, conhecido popularmente como o “14º salário”, é um benefício que pode fazer toda a diferença no orçamento familiar, ajudando a quitar dívidas ou realizar pequenos sonhos.

Este artigo do site Muito Rico foi elaborado para descomplicar esse processo. Aqui, você entenderá exatamente o que é o saque do PIS/PASEP, verificará se cumpre os requisitos e aprenderá o passo a passo para consultar e sacar seu valor disponível. Confira!

O que é o saque do PIS/PASEP?

Antes de verificar o saldo, é crucial entender a origem desse dinheiro. Embora sejam frequentemente citados juntos, eles atendem a públicos diferentes, mas com um objetivo comum: integrar o trabalhador e distribuir renda.

PIS: abono salarial do setor privado

O Programa de Integração Social (PIS) foi criado com uma missão clara: promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. 

Ele é destinado exclusivamente aos trabalhadores da iniciativa privada, ou seja, aqueles que possuem carteira assinada regida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O pagamento deste benefício é administrado pela Caixa Econômica Federal.

PASEP: abono salarial do setor público

Já o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) é a contraparte destinada aos funcionários públicos.

Ele abrange servidores federais, estaduais e municipais, além de empregados de empresas públicas. A gestão e os pagamentos do PASEP são realizados pelo Banco do Brasil.

Ambos os programas buscam oferecer uma renda adicional anual, funcionando como um mecanismo de distribuição de riqueza e incentivo econômico.

Como verificar a elegibilidade ao saque do PIS/PASEP

A pergunta mais comum é: “Eu tenho direito a receber?”. A resposta depende do cumprimento de uma série de requisitos acumulativos. 

Não basta apenas trabalhar; é necessário se enquadrar nas regras estabelecidas pelo governo federal para o ano-base em questão.

Para garantir o abono salarial, o trabalhador precisa cumprir quatro critérios principais simultaneamente:

1. Tempo de cadastro

O primeiro requisito é a “antiguidade” no sistema. É necessário estar cadastrado no PIS ou no PASEP há pelo menos cinco anos. Isso significa que, se você tirou sua primeira carteira de trabalho e foi registrado há menos de cinco anos, ainda não terá direito ao benefício, mesmo que cumpra os outros requisitos.

2. Trabalho formal no ano-base

O benefício é pago com base no trabalho realizado no ano anterior (ano-base). Para ser elegível, você deve ter trabalhado com carteira assinada (para PIS) ou como servidor (para PASEP) por, no mínimo, 30 dias naquele ano. 

Esses dias não precisam ser consecutivos; a soma dos períodos trabalhados deve totalizar 30 dias ou mais.

3. Limite de renda mensal

O abono salarial é um benefício focado na distribuição de renda para quem ganha menos. Por isso, existe um teto salarial: o trabalhador deve ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base. 

Se a sua média salarial ultrapassou esse valor, você perde o direito ao abono daquele ano específico.

4. A importância da RAIS

Este é um ponto onde muitos trabalhadores são prejudicados sem saber. Para que o governo libere o dinheiro, a empresa onde você trabalhou precisa ter informado seus dados corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)

Se o empregador não enviar esses dados ou enviá-los com erros, o benefício não é liberado, mesmo que você cumpra todos os outros requisitos.

Passo a passo de como solicitar o benefício do PIS/PASEP

Agora que você já verificou os critérios e acredita que tem direito, é hora de agir. O processo de solicitação foi modernizado ao longo dos anos, mas ainda exige atenção para evitar viagens perdidas ao banco.

Passo 1: organize seus documentos

Antes de sair de casa ou acessar os aplicativos, tenha em mãos seus documentos principais. Você precisará de um documento de identificação oficial com foto (RG ou CNH), seu número de CPF e, idealmente, sua Carteira de Trabalho (física ou digital) para verificar o número do seu PIS/PASEP.

Passo 2: consulte o calendário de saque do PIS/PASEP

O pagamento não é liberado para todos ao mesmo tempo. O governo define um calendário anual de pagamentos para evitar colapsos no sistema bancário.

  • Para o PIS: As datas são definidas com base no mês de nascimento do trabalhador.
  • Para o PASEP: As datas seguem o número final da inscrição do servidor.
    Consultar a data correta é essencial para saber quando o dinheiro estará disponível na sua conta.

Passo 3: faça a verificação digital

Hoje, não é mais necessário ir ao banco apenas para perguntar se o dinheiro está lá. Utilize os canais digitais. 

O aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e os aplicativos da Caixa (para PIS) e do Banco do Brasil (para PASEP) permitem consultar o valor exato e a data de liberação. Verifique sua situação cadastral e se há alguma pendência.

Passo 4: realize o saque do PIS/PASEP

Com a data confirmada e a situação regularizada, dirija-se ao canal de pagamento.

  • Se você possui conta no banco responsável (Caixa ou BB), o crédito costuma cair automaticamente.
  • Se não possui conta, poderá realizar o saque em caixas eletrônicos, lotéricas (no caso do PIS) ou agências bancárias, sempre portando seus documentos e o Cartão Cidadão (se tiver).

Por que o PIS/PASEP é tão importante?

Além de ser um direito individual, o PIS/PASEP desempenha um papel macroeconômico vital. Entender sua importância ajuda a valorizar a formalização do trabalho no Brasil.

Para o trabalhador: alívio financeiro

O benefício atua como uma rede de proteção. Para milhões de famílias de baixa renda, o abono salarial representa a diferença entre fechar o mês no vermelho ou no azul. 

Ele oferece um fôlego extra para despesas imprevistas, compra de alimentos ou pagamento de contas atrasadas. 

Além disso, o cadastro no PIS é a porta de entrada para outros benefícios essenciais, como o Seguro-Desemprego.

Para a economia: motor de consumo

Quando o governo libera os lotes de pagamento do abono salarial, ocorre uma injeção bilionária de recursos na economia. 

Como o benefício é destinado a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, a tendência é que esse dinheiro se transforme imediatamente em consumo. 

Isso movimenta o comércio local, gera demanda por serviços e ajuda a manter a roda da economia girando, especialmente em momentos de crise.

Para as empresas: retenção e formalidade

Para o empregador, o PIS funciona como um incentivo à formalização. Apenas funcionários registrados têm acesso a esse “14º salário”, o que torna a vaga formal mais atrativa do que o trabalho informal. 

Além disso, o benefício ajuda na redução da rotatividade (turnover), pois o trabalhador se sente mais valorizado e protegido por uma rede de benefícios que vai além do salário mensal pago pela empresa.

Desafios comuns e como evitá-los

Mesmo com regras claras, problemas podem acontecer. O desafio mais frequente é a desatualização de dados. 

Se você mudou de nome (por casamento ou divórcio) ou de endereço, é fundamental manter seu cadastro atualizado junto à Receita Federal e aos bancos.

Outro ponto de atenção é a conscientização. Muitos trabalhadores perdem o prazo de saque simplesmente por desconhecimento. 

O dinheiro do abono salarial tem data limite para ser retirado; caso contrário, ele retorna aos cofres públicos e só poderá ser solicitado mediante recurso administrativo, um processo muito mais burocrático.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quem paga o PIS e o PASEP?

Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é custeado por contribuições feitas pelas empresas e órgãos públicos. O governo federal gerencia o fundo e os bancos estatais (Caixa e Banco do Brasil) operacionalizam os pagamentos.

O que acontece se a empresa não enviar a RAIS?

Se a empresa não declarar seus dados na RAIS ou fizer isso com atraso, você pode ficar sem receber o abono no calendário regular. Nesse caso, é necessário entrar em contato com o setor de RH da empresa para cobrar a regularização ou buscar auxílio no Ministério do Trabalho e Emprego.

Posso sacar o PIS de anos anteriores?

Sim, é possível, mas existe um prazo legal de cinco anos para requerer valores não sacados. No entanto, o processo para reaver valores “esquecidos” pode exigir uma solicitação formal administrativa junto ao Ministério do Trabalho, diferentemente do saque do ano corrente que é automático no calendário.

Aposentados têm direito ao PIS/PASEP?

Aposentados não recebem o abono salarial anual (que é destinado a quem está na ativa). No entanto, quem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 1988 pode ter cotas do Fundo PIS/PASEP disponíveis para saque. É importante verificar se há saldo residual.

Garanta o que é seu por direito!

O saque do PIS/PASEP é muito mais do que uma sigla no seu contracheque; é uma conquista do trabalhador brasileiro que visa trazer dignidade e suporte financeiro. 

Navegar pela burocracia pode parecer intimidante, mas com as informações certas e os documentos em mãos, o processo se torna simples e rápido.

Não deixe seu benefício para trás. Verifique sua elegibilidade hoje mesmo, consulte os canais digitais dos bancos e certifique-se de que seus dados estão corretos. Esse dinheiro é seu por direito e pode ser o recurso que faltava para equilibrar suas finanças este ano!

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