Quem pretende viajar para o Peru em 2026 encontra um dos melhores custos-benefício da América do Sul. Mesmo com o aumento das tarifas aéreas e dos ingressos para atrações turísticas, ainda é possível montar um roteiro completo sem gastar tanto quanto em destinos da Europa ou dos Estados Unidos.
O valor da viagem depende principalmente da época do ano, da cidade de saída no Brasil e do roteiro escolhido. A seguir, você confere os principais gastos para montar um orçamento realista.
Quanto custa uma viagem para o Peru?
Para um roteiro de aproximadamente sete dias, incluindo Lima, Cusco e Machu Picchu, o custo costuma variar entre R$ 4.000 e R$ 10.000 por pessoa.
Quem viaja de forma econômica consegue ficar próximo da faixa mínima. Já quem prefere hotéis melhores, passeios mais completos e maior conforto normalmente ultrapassa os R$ 8 mil.
Os maiores gastos costumam ser:
- passagens aéreas;
- hospedagem;
- voo interno entre Lima e Cusco;
- ingresso de Machu Picchu;
- trem até Águas Calientes;
- alimentação.
Passagens aéreas
A passagem costuma representar a maior parte do orçamento.
Saindo de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, é comum encontrar tarifas promocionais entre R$ 1.700 e R$ 2.500 para voos de ida e volta quando a compra é feita com antecedência.
Em períodos de férias escolares, feriados prolongados e alta temporada, os preços podem ultrapassar R$ 3.500.
Uma forma de economizar é comprar a passagem com três a seis meses de antecedência e evitar viajar entre julho e agosto, quando a procura aumenta bastante.
Hospedagem
O Peru oferece opções para praticamente todos os perfis de viajantes.
Em Lima e Cusco, os valores médios por diária costumam ficar na seguinte faixa:
- hostels: R$ 60 a R$ 140;
- hotéis econômicos: R$ 180 a R$ 320;
- hotéis de categoria intermediária: R$ 350 a R$ 700;
- hotéis de luxo: acima de R$ 900.
Já em Águas Calientes, cidade base para visitar Machu Picchu, as diárias costumam ser mais caras devido à grande procura. Hotéis simples normalmente custam entre R$ 180 e R$ 300 por noite.
Alimentação
A alimentação costuma ser uma das despesas mais fáceis de controlar.
Em restaurantes simples, uma refeição custa entre 25 e 40 soles, o equivalente a aproximadamente R$ 40 a R$ 65.
Já restaurantes mais turísticos ou especializados costumam cobrar entre 50 e 100 soles por pessoa.
Quem alterna restaurantes locais, mercados e cafeterias consegue gastar, em média, entre R$ 80 e R$ 180 por dia com alimentação.
Quanto custa visitar Machu Picchu?
Quem deseja viajar para o Peru dificilmente deixa Machu Picchu fora do roteiro. No entanto, esse é também o passeio que mais pesa no orçamento.
Os principais custos incluem:
- ingresso para Machu Picchu;
- trem entre Ollantaytambo e Águas Calientes;
- ônibus entre Águas Calientes e a entrada do parque;
- guia turístico (opcional, mas recomendado em alguns circuitos).
Somando esses itens, o custo para visitar Machu Picchu costuma ficar entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por pessoa, dependendo do tipo de trem escolhido e da antecedência da compra.
Outros gastos que entram no orçamento
Além das despesas principais, quem pretende viajar para o Peru deve reservar uma quantia para transporte, seguro viagem e pequenos gastos do dia a dia.
Voos internos
Se o roteiro incluir Lima e Cusco, normalmente será necessário comprar um voo doméstico.
As tarifas costumam variar entre R$ 250 e R$ 700 por trecho, dependendo da antecedência da compra e da companhia aérea.
Transporte nas cidades
Aplicativos de transporte e táxis têm preços acessíveis.
Em média, os gastos ficam entre:
- corridas curtas: 10 a 25 soles (R$ 16 a R$ 40);
- ônibus urbanos: 2 a 4 soles (R$ 3 a R$ 7).
Quem pretende visitar vários pontos turísticos também pode economizar utilizando excursões compartilhadas.
Seguro viagem
O seguro não é obrigatório para brasileiros entrarem no Peru, mas é altamente recomendado.
Para uma viagem de sete dias, os planos costumam custar entre R$ 120 e R$ 300, dependendo da cobertura escolhida.
Quanto levar para uma viagem de 7 dias?
Considerando um roteiro tradicional por Lima, Cusco e Machu Picchu, estes são os gastos médios por perfil de viajante:
Econômico
- Passagens: R$ 1.700 a R$ 2.200
- Hospedagem: R$ 600 a R$ 900
- Alimentação: R$ 600 a R$ 800
- Passeios e transporte: R$ 1.100 a R$ 1.500
Total aproximado: R$ 4.000 a R$ 5.500
Intermediário
- Passagens: R$ 2.000 a R$ 2.800
- Hospedagem: R$ 1.600 a R$ 2.400
- Alimentação: R$ 1.000 a R$ 1.400
- Passeios e transporte: R$ 1.700 a R$ 2.300
Total aproximado: R$ 6.500 a R$ 9.000
Conforto
Quem escolhe hotéis de categoria superior, passeios privativos e maior flexibilidade costuma gastar entre R$ 9.000 e R$ 12.000 por pessoa.
Como economizar ao viajar para o Peru?
Mesmo com a valorização do turismo nos últimos anos, ainda existem maneiras de reduzir bastante os custos.
Algumas estratégias incluem:
- comprar as passagens com antecedência;
- evitar julho, agosto e feriados prolongados;
- reservar o ingresso de Machu Picchu assim que definir a viagem;
- comparar preços dos trens para Águas Calientes;
- utilizar restaurantes frequentados pelos moradores locais;
- viajar na baixa temporada, entre março e maio ou entre setembro e novembro.
Pequenas economias em cada etapa podem representar uma diferença significativa no orçamento final.
Vale a pena viajar para o Peru em 2026?
Para muitos brasileiros, sim. Mesmo considerando passagens aéreas, hospedagem, alimentação e o custo elevado de Machu Picchu, viajar para o Peru continua oferecendo um excelente custo-benefício quando comparado a outros destinos internacionais.
Além de paisagens únicas, o país reúne sítios arqueológicos, boa gastronomia e cidades históricas que podem ser conhecidas em uma viagem de aproximadamente uma semana. Com planejamento e compras antecipadas, é possível controlar os gastos e aproveitar o roteiro sem comprometer o orçamento.
- Leia também: Quanto custa viajar para os Estados Unidos em 2026?


