Você olha para o extrato bancário e sente um frio na barriga? O telefone toca e você já imagina que é uma cobrança? Saiba que você não está sozinho! O desemprego, reduções salariais ou a falta de organização financeira levam milhares de brasileiros a ter o CPF negativado todos os anos. A boa notícia é que tem como sair do vermelho em pouco tempo.
Neste artigo do site Muito Rico, você aprenderá a categorizar seus gastos, priorizar quais contas pagar primeiro e descobrirá as ferramentas certas para negociar seus débitos com descontos que podem chegar a 90%. Prepare-se para virar a página e reconquistar sua tranquilidade financeira!
O primeiro passo de como sair do vermelho
O erro mais comum de quem está endividado é ignorar o tamanho do problema. Para sair do vermelho, a primeira atitude é fazer um diagnóstico financeiro preciso, por mais doloroso que isso possa parecer inicialmente. Você precisa saber exatamente quanto deve e para quem deve.
Comece listando absolutamente tudo. Não deixe nada de fora: cartão de crédito estourado, empréstimos pessoais, financiamentos de carro ou casa, boletos atrasados, carnês de loja e o temido cheque especial.
Colocar tudo no papel (ou em uma planilha) tira o problema do campo da imaginação e o traz para a realidade, onde ele pode ser resolvido. Essa visualização clara é o alicerce para qualquer plano de recuperação.
O Método ABCD: como organizar seu orçamento
Uma vez que você conhece o tamanho da dívida, precisa entender para onde seu dinheiro está indo mensalmente. A melhor forma de fazer isso é através do método de orçamento ABCD.
Essa técnica ajuda a classificar suas despesas por ordem de importância, facilitando a identificação de onde é possível cortar gastos para sobrar dinheiro para as negociações.
A – Alimentação
Esta é a prioridade zero. Aqui entram apenas os gastos essenciais com supermercado e suprimentos básicos para a sobrevivência da família.
Atenção: pedidos de delivery e jantares em restaurantes não entram nesta categoria, pois são considerados gastos variáveis.
B – Contas Básicas
São as despesas indispensáveis para manter sua vida funcionando. Inclua aqui o aluguel (ou condomínio), contas de energia elétrica, água, gás e transporte para o trabalho.
Assim como a alimentação, estas contas devem ser priorizadas acima de tudo para garantir sua moradia e bem-estar básico.
C – Contornável
Aqui é onde a mágica da economia acontece. Gastos contornáveis são aqueles que trazem conforto e lazer, mas não são vitais. Estamos falando de serviços de streaming, compras de roupas novas, passeios e o lazer de fim de semana.
Em momentos de crise financeira, esta é a primeira categoria que deve sofrer cortes drásticos ou ajustes temporários.
D – Desnecessário
Estes são os gastos que você deve eliminar imediatamente, mesmo que não estivesse endividado. Assinaturas de serviços que você nunca usa, tarifas bancárias que podem ser isentas ou a anuidade de múltiplos cartões de crédito.
Cortar o desnecessário libera recursos valiosos que podem ser redirecionados para quitar suas dívidas ou montar sua reserva de emergência.
A arte da negociação: não aceite a primeira oferta
Com o orçamento organizado e sabendo exatamente quanto do seu salário pode ser comprometido mensalmente, chega a hora de negociar.
A recomendação de ouro é priorizar as dívidas com as taxas de juros mais altas, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, pois elas crescem como uma bola de neve.
Ao entrar em contato com o credor, seja honesto sobre sua situação atual. Tenha em mente um valor máximo que você pode pagar por parcela sem comprometer suas despesas do grupo A e B (Alimentação e Contas Básicas).
É preferível alongar o prazo da dívida a assumir uma parcela que você não conseguirá pagar, gerando uma nova inadimplência.
Antes de fechar qualquer acordo, faça as seguintes perguntas ao credor para evitar armadilhas:
- Qual o desconto total se eu pagar à vista?
- Qual é a taxa de juros aplicada no parcelamento?
- Em quanto tempo meu nome será regularizado na Serasa após o primeiro pagamento?
- Receberei uma carta de quitação ao final do pagamento?
Se tiver dúvidas ou sentir pressão, não feche o acordo por impulso. Peça a proposta por escrito, analise com calma em casa e, se necessário, faça uma contraproposta.
Utilize a tecnologia a seu favor
Hoje em dia, você não precisa mais ir até uma agência bancária ou ficar horas no telefone para renegociar. Plataformas como o Serasa Limpa Nome centralizam dívidas de mais de 130 empresas parceiras — incluindo bancos, varejo, universidades e companhias de energia.
Uma funcionalidade interessante é o “Carrinho de Ofertas”. Assim como em um site de compras, você pode visualizar todas as suas dívidas elegíveis, selecionar quais deseja pagar e agrupar tudo em um único pagamento (boleto ou Pix).
Isso simplifica a gestão das contas e permite que você visualize o montante total dos acordos de uma só vez. O processo é seguro e pode ser feito pelo site ou aplicativo em poucos minutos.
Blindagem financeira: como não voltar para o vermelho
Sair das dívidas é uma grande vitória, mas permanecer no azul é o verdadeiro desafio. A educação financeira é a vacina contra o endividamento recorrente. O pilar principal dessa proteção é a reserva de emergência.
Especialistas recomendam que você guarde de 15% a 30% da sua renda mensal até acumular o equivalente a seis meses do seu custo de vida.
Esse dinheiro serve exclusivamente para imprevistos reais, como a perda de emprego, problemas de saúde ou reparos urgentes no carro.
Onde guardar esse dinheiro? Fuja da conta corrente, onde ele pode ser gasto por impulso, e evite a poupança tradicional, que muitas vezes perde para a inflação.
Busque investimentos de baixo risco e alta liquidez (facilidade de saque), como o Tesouro Direto ou CDBs de liquidez diária.
Dicas rápidas para manter a saúde financeira
- Cuidado com o crédito fácil: Ofertas pré-aprovadas costumam ter as taxas mais abusivas do mercado.
- Renda extra não é para luxo: Use o 13º salário ou bônus para abater dívidas ou engordar sua reserva, nunca para criar novas despesas.
- Poder da compra à vista: Juntar dinheiro para comprar à vista não apenas evita juros, como te dá poder de barganha para pedir descontos.
- Mantenha o controle: Continue usando sua planilha ou caderno de anotações mesmo após quitar as dívidas. O controle deve ser um hábito, não uma medida de emergência.
Dê o próximo passo para sua liberdade financeira!
Saber como sair do vermelho exige disciplina e paciência, mas a recompensa de ter o nome limpo e dormir tranquilo não tem preço.
Se você sente que precisa aprofundar seus conhecimentos, a Serasa oferece um Curso de Finanças Básicas online e gratuito. São módulos rápidos que ensinam desde o controle de orçamento até o uso inteligente do crédito.
Não espere a situação piorar. Comece hoje mesmo fazendo o diagnóstico das suas dívidas e aplicando o método ABCD. Seu “eu” do futuro agradecerá pela iniciativa que você tomou agora.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Vale a pena pegar um empréstimo para pagar dívidas?
Depende das taxas de juros. Se você conseguir um empréstimo com juros baixos (como um consignado) para quitar uma dívida com juros altíssimos (como cartão de crédito ou cheque especial), a troca é vantajosa. Sempre compare o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar.
Quanto tempo demora para o nome sair da Serasa após o pagamento?
Após o pagamento da dívida (ou da primeira parcela de um acordo), a empresa credora tem o prazo de até 5 dias úteis para solicitar a baixa da negativação nos órgãos de proteção ao crédito.
O que acontece se eu não pagar a dívida negociada?
Se você quebrar o acordo deixando de pagar as parcelas, a dívida volta ao valor original (perdendo os descontos negociados), juros são acrescidos e seu nome pode ser negativado novamente. Por isso, é vital só aceitar parcelas que caibam no bolso.


